
Kasher significa correto, justo, bom. Aplicado à comida, significa que é apropriada ao consumo, isto é, que preenche todos os requisitos da dieta judaica.
É importante alertar-se ao fato de que a kashrut não é um estilo de culinária, como a comida chinesa, francesa, italiana, indiana, árabe ou qualquer outra, mas todas podem ser kasher desde que preparadas de acordo com as leis judaicas. A comida tradicional judaica, pode ou não ser kasher, dependendo como foi preparada.
A Kashrut se desenvolve baseada em duas regras básicas. A primeira delas especifica o tipo de carne que pode ou não ser consumida. Incluem-se nas carnes permitidas a vaca, carneiro, bode, cervo, o frango, peru, ganso, faisão e o pato. Nenhum crustáceo é permitido.
A outra regra consiste em não misturar carne com leite e derivados, seja na preparação, armazenamento ou consumo. Foi a partir desta regra que se classificou a comida kasher em 3 categorias: carne, leite e parve.
Em um restaurante que oferece comida Kasher, acender o fogo é uma atividade que só pode ser executada por um Mashguiach, o judeu designado pelo rabinato para checar se tudo na cozinha está de acordo com o Kashrut, as recomendações sagradas da religião.
Carne Kasher
É exigido um período de espera de seis horas após comer todos os tipos de carnes e aves antes que qualquer lacticínio possa ser ingerido. A categoria "carne" inclui a própria carne, as aves e os subprodutos, tais como ossos, sopas e molhos.
Qualquer alimento feito de carne ou aves ou de produtos de carne e aves, é considerado como sendo de carne (fleishig ou Bassarí). Até mesmo uma pequena quantidade de carne em um alimento torna-o Bassarí.
Existe um ritual para o abate dos animais; baseado no fato de que o sangue não deve ser consumido porque simboliza a própria essência e característica do ser humano, os rabinos concluíram que um animal que é morto para virar alimento deve ter seu sangue totalmente drenado. Para evitar que a proibição de comer sangue seja violada, é preciso que o sangue da carne seja extraído por um destes dois métodos, depois de abatido o animal. Primeiro: "deixar de molho e salgar" (chamado de kasherizar). Segundo: assar sobre ou sob uma chama ou num forno elétrico ou assadeira elétrica. Assim, todo o sangue é extraído.
Leite
Todos os alimentos que contém leite, ou que são dele derivados, são considerados Chalavi ou milchig. Isto inclui leite, manteiga, iogurte, quefir, coalhada e todos os queijos (variáveis segundo sua consistência) - duros, macios e cremosos. Mesmo uma pequena quantidade de lacticínio em um alimento faz com que este alimento seja considerado Chalavi. Todos os derivados de leite requerem um certificado de Kashrut.
Os alimentos de leite e de carne não devem ser preparados, servidos ou consumidos ao mesmo tempo. Utensílios separados são usados exclusivamente para lacticínios. Recomenda-se um forno separado para assar ou tostar alimentos de leite.
Parve
As frutas, vegetais, cereais e todos os outros alimentos que constituem uma dieta e que crescem na terra, são parve e podem ser utilizados sem restrição. Os peixes também estão inclusos. Os ovos também podem ser utilizados tanto com carne como com leite. Entretanto, qualquer gema de ovo que contenha uma gota de sangue não pode ser usada.
Produtos industrializados
Seguem a mesma regra básica: é imprescindível terem uma Supervisão Rabínica. Todos os alimentos processados requerem supervisão rabínica de confiança que atestem que podem ser consumidos em acordo a lei judaica. Isto aplica-se a todo produto que passa por processo de fabricação: legumes congelados, bebidas, balas, biscoitos, etc.
As leis dietéticas judaicas prescrevem uma dieta não apenas para o corpo mas também para a alma, e a princípio são destinadas mais ao bem estar espiritual do que ao físico. A maioria dos judeus seguem a alimentação Kasher somente baseados na religião, mas essa alimentação também tem benefícios, como:
- Não misturando leite (rico em Cálcio) e carne (rico em Ferro), há maior absorção de Ferro e Cálcio, já que esses 2 minerais competem na hora de sua absorção;
- A alimentação kasher proíbe a ingestão de frutos do mar, que são ricos em colesterol. Eles também são ricos em zinco, mas quem segue essa alimentação, pode ingerir outras fontes de zinco, como a aveia por exemplo.
- O modo de matar o boi e o próprio salgamento da carne, inibem a distribuição do ácido lático pelo corpo do animal . O ácido lático é uma substância tóxica resultante do metabolismo do boi quando ainda vivo, que pode causar doenças como câncer.
Por serem salgadas, as carnes possuem maior teor de sódio. O ideal seria alternar a ingestão de carne vermelha com a ingestão de peixes e aves. Outra dica é enxaguar a carne antes do preparo para diminuir um pouco o teor de sal adicionado.
Na Camomila temos profissionais qualificados para trabalhar com a alimentação Kasher.
Publicado em
20/10/26